O Duque e Eu | Resenha

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Título: O Duque e Eu
Autora: Júlia Quinn
Páginas: 288
Editora: Arqueiro

Daphne está debutando na sociedade de Londres. Ela é um membro da família Bridgerton, que é muito influente e conhecida na sociedade londrina. Entretanto, os senhores veem Daphne mais como um colega do que como uma esposa em potencial. Será que ela conseguirá encontrar o amor em tal ambiente?

Julia Quinn escreve romances de época e, que eu me lembre, O Duque e Eu oi o primeiro livro que eu li desse gênero. Para uma pessoa que acredita na igualdade entre homens e mulheres, ler romance de época causa uma dorzinha. Mas em nome da verossimilhança, as mulheres têm que ser retratadas como eram na época em que estão inseridas. Deixando o desconforto de lado, temos um belo romance e se tem algo que Lady Thaw ama é um belo romance.

O livro inicia-se no nascimento de Simon, o futuro duque de Hastings. A mãe morre em seu parto. Após alguns anos, vemos que Simon é rejeitado pelo pai devido ao problema de fala que ele tem - o Simon é gago. Vemos Simon crescer nesse ambiente, recebendo atenção apenas dos funcionários da casa, sendo rejeitado pelo pai e dedicando sua vida a ser tudo que o pai não queria.

E é só depois disso que conhecemos a Bridgerton que será a protagonista desse livro: a Daphne.

Daphne está debutando, ou em outras palavras, sendo apresentada para a sociedade londrina como uma moça disponível para casar. A família de Daphne é muito influente e popular e seria de se esperar que ela tivesse vários pretendentes. Mas ela não tem. Para ela, isso ocorre porque os homens a veem como um colega do mesmo sexo, mas no decorrer da história o que realmente parece intimidar os senhores são os irmãos mais velhos de Daphne: Antony, Benedict e Colin. Ao todo, Daphne tem 7 irmãos, e os nomes são em ordem alfabética. Além dos três citados e da própria Daphne, temos Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth, e já sabemos que cada livro da série Bridgerton trará a história de um irmão.

A Daphne é uma pessoa que sabe o que quer: um marido, filhos e um casamento por amor. O Simon sabe o que não quer: dar continuidade à linhagem do ducado. Enquanto Daphne é tida como uma "moça de família" - leia-se virgem; Simon é visto como namorador e descompromissado. Ele é muito preso à memória do pai e vive para contrariar os desejos deste.

Dá para perceber que os dois se gostam e o que realmente impede Simon e Daphne de se unirem e buscarem a felicidade juntos é a memória do falecido duque. Entretanto, é um romance, né, minhas lindas, então é claro que eles vão ficar juntos. Eu, pelo menos, quando escolho determinados romances para ler já sei de cara quem vai ficar com quem, porque é sempre muito óbvio. O como é que faz toda a magia da história.

A maior lição que eu tirei desse livro é que não dá para viver tentando atingir as expectativas de outras pessoas - ou para contrariá-las, como é o caso do Simon. A vida é mais do que isso. Temos que ser mais como a Daphne: definir o que queremos e lutar por isso.

Gostei muito desse livro, li em dois dias e indico bastante. O único probleminha foi a declaração de que "Julia Quinn é a nossa Jane Austen contemporânea.". Ela não é a minha Jane Austen, pelo menos. Mas isso é assunto para outro post.

Vocês também leram? Contem nos comentários o que acharam do livro 1 dos Bridgertons - e tentem adivinhar qual é o meu favorito. ;)



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