Little Brother™ - Bruce Holland Rogers

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Atenção! Esse texto é uma tradução. Link da versão original no final do post.
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Peter queria um Little Brother™ há 3 natais. Seu comercial favorito na TV era um que mostrava apenas quanta diversão ele teria ensinando o Little Brother™ a fazer todas as coisas que, depois, ele poderia fazer sozinho. Mas todo ano, Mamãe tinha dito que Peter não estava pronto para um Little Brother™. Até esse ano.

Nesse ano, quando Peter correu até a sala, havia um Little Brother™ entre os presentes embrulhados, balbuciando como um bebê, sorrindo feliz e batendo em um dos pacotes de presentes com sua mãozinha rápida. Peter ficou tão contente que correu e pegou o Little Brother™ em um grande abraço, apertando seu pescoço. Foi quando ele encontrou o botão. A mão de Peter pressionou algo gelado no pescoço do Little Brother™, e de repente Little Brother™ não estava mais balbuciando e nem ficando em pé. Little Brother™ estava cambaleando no chão, sem vida, como um boneco comum.

“Peter!” Mamãe falou.

“Não sei o que isso significa.” Ele disse.

Mamãe pegou o Little Brother™, colocou-o no colo e pressionou o botão preto atrás de seu pescoço. O rosto do Little Brother™ ganhou vida e ficou todo enrugado como se ele fosse chorar, mas a Mamãe sentou-o em seu joelho e falou para ele que ele era um bom menino. Por fim, ele não chorou.

“O Little Brother™ não e como os outros brinquedos, Peter.” A Mamãe disse “Você tem que ter um cuidado extra com ele, como se ele fosse um bebê de verdade.” Ela colocou o Little Brother™ no chão e ele deu passos vacilantes em direção ao Peter. “Por que você não leva ele para te ajudar a abrir seus outros presentes?”

Foi isso o que Peter fez. Ele mostrou ao Little Brother™ como rasgar os embrulhos e abrir as caixas. Os outros brinquedos eram um carrinho de bombeiros, alguns livros com áudio, um caminhãozinho, e muitos e muitos blocos de madeira. O carro de bombeiros era o segundo melhor presente. Ele tinha luzes, sirene e uma mangueira que soltava uma fumaça como um carro de bombeiro real. Ele não ganhou muitos presentes este ano, Mamãe explicou, porque o Little Brother™ era muito caro. Mas estava tudo bem. Little Brother™ era o melhor presente de todos!

Bom, pelo menos era o que Peter achava. No começo, tudo o que o Little Brother™ fazia era divertido e maravilhoso. Peter colocou todo o papelão rasgado dentro do caminhãozinho e o Little Brother™ jogou tudo no chão novamente. Peter começou a ler o livro, e o Little Brother™ começou a passar as páginas rápido demais para continuar o áudio.

E então, enquanto a Mamãe ia para a cozinha fazer o café da manhã, Peter tentou mostrar ao Little Brother™ como construir uma grande torre com os blocos de madeira que tinha ganhado. O Little Brother™ não estava realmente interessado em uma torre grande. Toda hora que o Peter empilhava alguns blocos, Little Brother™ destruía a torre com suas mãos e ria. Peter riu também, nas primeiras vezes. Mas então ele disse “Agora você tem que só olhar. Eu vou fazer uma realmente grande.”

Mas o Little Brother™ não ficou só olhando. A torre tinha apenas alguns blocos de altura quando foi derrubada.

“Não!” Peter falou. Ele agarrou os braços do Little Brother™ “Não pode fazer isso!”

O rosto do Little Brother™ enrugou-se. Ele começou a chorar.

Peter olhou na direção da cozinha antes de ir ate ele. “Não chore”, ele disse “Olha, eu vou fazer outra! Veja eu construir!”

Little Brother™ ficou olhando. Então ele derrubou a torre.

Peter teve uma ideia.

***
Quando a Mamãe entrou na sala novamente, Peter tinha construído a torre mais alta de sua vida, a melhor torre que ele já havia feito. “Olhe!” ele disse.

Mas a Mamãe não olhou para a torre. “Peter!” Ela pegou o Little Brother™, colocou-o em seu colo, e pressionou o botão atrás do pescoço dele. Assim que ela fez isso, Little Brother™ começou a gritar. O rosto dele ficou vermelho.

“Eu não queria!”

“Peter, eu te falei! Ele não é como os outros brinquedos. Quando você o desliga, ele não pode se mexer, mas pode ver e ouvir. Ele ainda pode sentir. E isso o deixa assustado.”

“Ele estava derrubando meus blocos.”

“Bebês fazem coisas assim” Mamãe falou “É assim que é quando se tem um irmão que ainda é um bebê.”

Little Brother™ choramingou.

“Ele é meu.” Peter sussurrou para a Mamãe ouvir. Mas quando Little Brother™ se acalmou, a Mamãe o colocou no chão e Peter deixou a para lá a história da torre.

A Mamãe pediu para o Peter pegar os embrulhos rasgados, e voltou para a cozinha. Peter tinha pego os papéis antes e ela nem tinha agradecido. Ela nem havia notado.
Peter amassou os papéis em bolas raivosas e as jogou no caminhãozinho até que ele estava cheio. Foi quando o Little Brother™ quebrou seu carrinho de bombeiro. Peter voltou-se a tempo de ver ele jogar o carrinho por sobre a cabeça e ele cair.

“Não!” Peter gritou. O para-brisa quebrou, soltou-se do carrinho e caiu no chão. Quebrado. Peter só tinha brincado uma vez com ele,  e seu melhor presente de natal estava quebrado.
Mais tarde, quando a Mamãe entrou na sala, não agradeceu o Peter por ter pego todos os papéis. Ao invés disso, ela pegou o Little Brother™ e ligou-o novamente. Ele tremeu e gritou mais alto do que antes.

“Meu Deus! Quanto tempo você o deixou desligado?” Mamãe exigiu.

“Eu não gosto dele!”

“Peter, isso o assusta! Ouça ele.”

“Eu odeio ele! Leva ele de volta!”

“Você não pode desligá-lo de novo! Nunca!”

“Ele é meu!” Peter gritou “Ele é meu e eu faço o que quiser com ele! Ele quebrou o meu carrinho!”

“Ele é um bebê!”

“Ele é idiota! Eu odeio ele! Leva ele embora!”

“Você vai ter que aprender a ser legal com ele.”

“Eu vou desligar ele de novo se não levar ele embora. Vou desligar e vou esconder ele em um lugar em que você nunca vai encontrar!”

“Peter!” Mamãe disse, e ela estava muito brava. Ela estava nervosa como ele nunca havia visto antes. Ela colocou o Little Brother™ no chão e deu um passo em direção ao Peter. Ela iria punir ele. Mas ele não ligava. Ele estava muito bravo também.

“Vou fazer isso!” ele gritou “Vou desligar ele e o esconder em algum lugar escuro!”

“Você não vai fazer isso!” Mamãe disse.

Ela agarrou o braço dele e o pôs de bruços em seu colo. A palmada seria o próximo passo.

Mas não foi isso o que aconteceu. Ao invés disso, ele sentiu os dedos dela procurando algo em seu pescoço.

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2 comentários

  1. O gostoso da sua tradução é que ao ler o original consegui captar a mesma atmosfera do texto. Cá em entre nós gostei mais da sua versão haha.

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    1. Obrigada! Essa foi a primeira vez que peguei um texto para traduzir... é um desafio maior do que parece. Beijão!

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