Aquaman é um presente para os fãs

By Alana Campanha - janeiro 25, 2019


Você estava desanimado com a DC nos cinemas? Não fique mais!

Batman V Superman e Esquadrão Suicida jogaram cal em qualquer esperança que eu — e muitos — tinham no DCU. Depois, a trancos e barrancos, nos entregaram Mulher Maravilha, um possível caminho de salvação deste universo cinemático. De fato, Aquaman supera toda a desconfiança e se prova como um dos melhores longas da DC!

No entanto, diferente dos outros, este filme precisa de uma coisa para que você goste dele: aceitação do ridículo. A proposta do filme é abraçar a bizarrice genuína dos super-heróis. Nada de tentar ser sério ou sombrio, não, a proposta aqui é deixar a imaginação fluir e posar o super-heroico como lembramos na infância: bizarro, divertido e tosco. Aquilo que nos causa ao mesmo tempo vergonha alheia e guilty pleasure.

Sempre prefiro histórias de vigilantes mais que de super seres propriamente ditos — Matt Murdock, Bruce Wayne e Jessica Jones me são mais interessantes por tentarem ter pé no chão na medida do possível do que Superman, Capitã Marvel ou Lanterna Verde. O problema é que o cinema se infectou com a preocupação insana de ser "realista" que isso é usado até em personagens em que isso não combina. Assim, por mais que eu prefira o  vigilantismo numa ótica mais séria, é sempre bom ver histórias que não tem vergonha de sua origem. E sejamos sinceros: por mais que nerds insistam que super-heróis não só para crianças, ainda assim, a origem dos primeiros quadrinhos de super-herói é inegavelmente entrelaçada com as crianças. 

Por isso fico um pouco triste o quanto as pessoas se esqueceram do que super-heróis foram criados para representar a esperança e um bem maior, normalmente trajados num homem ou mulher de uniforme colorido e/ou bizarro. E não há nada de errado em admitir isso. James Wan, o diretor de Aquaman, aceitou e abraçou tudo isso. A partir de um roteiro simples, apesar de falhas, o resultado final é uma história divertida de atmosfera positiva em cenários deslumbrantes. Aquele tipo de filme que te faz sair do cinema um pouco mais feliz do que quando você entrou.

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