O Adeus de Vingadores: Ultimato

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Lá pra 2008, 2009, ouvi um burburinho a respeito de um filme que a galera gostava. Homem de Ferro. Eu nunca havia ouvido falar disso, nem sabia quem era. Mas eu estava muito ocupada vivendo os horrores da pré-adolescência e não tinha o costume de ir ao cinema. De fato, a primeira vez que fui ao cinema foi quando a escola me levou, um prêmio por uma redação que havia feito.

Só fui ouvir da Marvel novamente quando Vingadores (The Avengers) foi lançado, até porque não se falava de outra coisa. Me apaixonei por Vingadores, mas foi só com o lançamento de Capitão América: Soldado Invernal que passei a acompanhar o universo nos cinemas, quase sempre sem perder lançamentos, com o típica determinação de quem acompanha uma série de TV. Toda essa jornada passou pela minha cabeça quando Ultimato terminou. 

Não uma sensação boa de relembrar momentos nesses dez anos, da diversão e emoção que os filmes causaram ao longo do tempo ou das pessoas que estavam ao seu lado e situações que você vivenciou enquanto via esse universo; era algo melancólico, uma perda, sabia que nunca viveria algo como aquilo novamente. Era o fim. E por mais que haja mais filmes do MCU, outras histórias, a Era de Ouro da Marvel nos cinemas acabou.

Ver Ultimato foi semelhante a assistir a copa do mundo. A vibração, a tensão, o medo e o êxtase diante de um grande evento. Não foi o melhor filme da vida ou do MCU, mas foi a melhor experiência cinematográfica. E claro, a celebração do mais puro heroísmo; vivemos numa época fascinada por vilões e anti-heróis, e apesar de ser impossível ignorar o interesse que eles geram, às vezes, presenciar causas heroicas e sacrifícios pelo bem maior, longe do típico moralismo pedante, é arrepiante com um misto de esperança. E a luta — e sacrifício — por um bem maior, é a maneira perfeita de finalizar a maior saga de super-heróis de nossos tempos.




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