O governo quer voltar a taxar livros. Vamos lutar contra isso!

By Alana Campanha - agosto 20, 2020


O ministério da economia de Paulo Guedes está propondo uma reforma tributária, entretanto, um dos pontos dela é o encarecimento do preço dos livros.  A isenção de impostos sobre o livro foi proposta pelo escritor Jorge Amado e foi prevista na Constituição de 1946 e mantida na Constituição de 1988. Tal isenção foi criada para facilitar o acesso à cultura e à educação. Jorge Amado e o congresso entendia que o governo não podia limitar a cultura e a educação da população, por tal, a isenção de impostos foi mantida.

Porém, isso pode acabar. A proposta do governo prevê uma taxa de 12%, tal reoneração pode encarecer o livro em até 20% para os consumidores, elitizando ainda mais a literatura e educação.  E como se não fosse terrível o suficiente, quando perguntado sobre o assunto, Paulo Guedes dá entender que está tudo bem cobrar impostos sobre os livros porque ricos tem dinheiro para pagar. Em outras palavras: para Guedes, livros, cultura e educação é "coisa de rico". Para pessoas sem condições financeiras, desempregados, pobres, Paulo Guedes não acredita que livro é pra você! 

Esse golpe que pode acontecer contra a educação e cultura é a imagem clara da elitização, onde só os ricos tem o direito à educação e desenvolvimento cultural e intelectual. Esse absurdo obviamente pode ser um golpe fatal em milhares de editoras, livrarias, autores e profissionais do livro, além de claro, o próprio sistema de educação como um todo, entre estudantes, professores e bibliotecas. Ano passado, o governo já deu indícios de sua agenda anti-educação ao bloquear R$348 milhões em livros didáticos, dentre produção, aquisição e distribuição de livros e materiais para a educação. Agora, com a proposta de encarecimento de livros, a cultura, educação e literatura corre imenso perigo.

Diante de tudo isso, as editoras, autores, profissionais, professores e muitas outras pessoas entraram para defender o acesso ao livro, até mesmo a bancada evangélica é contra a proposta. Foi criada uma petição esta a proposta e já conta com quase 1 milhão de assinaturas. Esta petição é importantíssima para ilustrar ao congresso e ao governo que a população está contra esse absurdo. 

Assine a petição clicando aqui e vamos defender o livro!

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