Você precisa escrever o seu livro!

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No começo do ano, me comprometi a me dedicar a escrever. O problema? Todo começo de ano eu penso isso e acabo nunca fazendo. É um pouco triste, de fato. Por isso, para quem está no mesmo barco, eu aconselho: crie um enredo simples — o mais simples possível — e se de dedique a escrevê-lo todo dia, tendo como único objetivo terminá-lo.

Parece simples? Pois é esse o segredo. Quanto mais tempo passamos pensando em nosso livro, mais detalhes surgem, mais subtramas acabam aparecendo e antes que consigamos pôr tudo no papel, de repente, o enredo nos parece um monstro tão complexo que fica difícil ter a coragem de enfrentá-lo todo dia, quem dirá terminá-lo. E quando coisa toda se complexa demais, e você vai escrevendo e percebe que apesar de seu coração dizer que sim, você tem a descoberta estupenda que não é Shakespeare, nem Lispector. "Por que terminar esse negócio se não ficou tão bom quanto deveria?", bem, por que se você não terminar, nada do que fizer jamais ficará bom o suficiente.

Serei clara: você precisa terminar alguma coisa.

A rotina é a base de tudo. Escrever é uma profissão e como qualquer outra, precisa de treinamento e se você tem muita dificuldade, faça a si mesmo um favor: um treinamento intensivo.

Explico.

Todo mês de novembro, acontece o Na No Wrimo. Você se inscreve e num mês — em novembro — é desafiado a escrever um livro nesses 30 dias. O objetivo claramente não é criar uma obra-prima, mas treinar intensivamente para que você torne o ato da escrita criativa uma rotina sólida em seu dia a dia. 

Se não quiser encarar a empreitada, você pode se desafiar pessoalmente. Se desafie a começar e terminar seu livro num mês, dois meses, a escrever um capítulo ou mil palavras por dia. Não adiante ficar triste com sua escrita se você não a trata como uma massa de modelar que precisa ser trabalhada constantemente, dia após dia.

As frustrações são imensas e às vezes, você só quer parar, imprimir as páginas só para jogá-las no fogo ou arremessar no meio da sala. Até por isso a ideia de criar um Diário de Bordo é uma boa: todo dia (todo dia mesmo) você anota algumas linhas sobre o seu andamento com o livro e joga todas as expectativas, caracteres alcançados, raivas e frustrações com a história. É praticamente uma terapia!

Dá trabalho e é cansativo — estressante, até — mas no final, vale a pena.

Então, é aquilo: persista e boa sorte — e não esqueça do café.



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