Como foi participar do Nanowrimo 2019

By Thaw - dezembro 10, 2019

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Estamos em dezembro, o que quer dizer que acabou o desafio do Nanowrimo. Eu e a Alana participamos esse ano e obtivemos o nosso melhor resultado de todos! Desde 2015, ano em que nos conhecemos, que temos participado do Nano, mas nunca conseguimos resultados relevantes. 

Com quase 50 mil palavras escritas e uma história bacana que estamos concluindo, ficamos muito empolgadas com tudo. Por isso decidimos fazer esse post para dividir com vocês como foi participar desse Nanowrimo.

Para mim, Thawana, foi um tanto desafiador. Eu sou uma pessoa extremamente perfeccionista e posso escrever dezenas de páginas e simplesmente deletar tudo porque não achei que ficou bom o suficiente. Tenho várias histórias na minha cabeça e muitas dessas histórias eu já comecei a escrever em várias oportunidades para apenas apagá-las pelo motivo já citado. Além disso, toda vez que vou escrever, fico relendo o que já escrevi e obviamente vou encontrando erros e imperfeições. Para poder participar do Nanowrimo, tive que abrir mão desses dois comportamentos. O número de palavras escritas é o mais importante, então eu não podia ficar deletando tudo só porque achava que poderia fazer melhor. O meu foco ficou totalmente no número de palavras necessárias por dia, é claro, respeitando a narrativa que estávamos criando. Acredito que o fato de escrever em parceria com outra pessoa também me impulsionou, porque além do compromisso de concluir o Nano em si, também tem aquele compromisso para com a outra pessoa que está participando do desafio com você.

Antes de começarmos a escrever, eu não tinha ideia nenhuma. Não conseguia pensar em uma premissa ou história, por mais simples e boba que fosse, sério. Foi a Alana que veio, não com uma proposta, mas com três! Aí, é claro, eu não podia decepcionar minha amiga, fazendo corpo mole para o desafio, né? 

Inicialmente, a história era, para mim, uma desculpa para escrever. Precisávamos de 50k palavras, então obviamente, precisávamos de algo para falar sobre. E apesar do foco ser a quantidade, a história também era importante. Assim sendo, começamos a escrever, ainda sentindo as personagens e tentando encaixar nossas narrativas sem que o texto ficasse parecendo um Frankstein. 

O mais difícil para mim era sentar e começar a escrever. Depois que eu começava, as coisa fluíam bem - mesmo que ao terminar um capítulo eu me desse conta de que precisaria de mais palavras. Participar do Nano me fez perceber que eu tenho capacidade para escrever uma boa história, e que por isso tenho que parar de planejar minhas histórias e começar a escrevê-las. 

Gostei muito de participar do Nano desse ano. Não sei se participarei no ano que vem, porque sinto que consegui aprender exatamente o que o Nano quer ensinar. Mas nunca se sabe, sempre pode-se mudar de ideia.

Agora se tratando de mim, Alana, a pior coisa foram os dias corridos e falta de privacidade, o que mais dificulta para mim. Há todo momento eu sabia que o livro precisaria de edição, reescrita e essas coisas, então não me preocupei muito com a coesão da narrativa e subplots mal aproveitados, pois eles seriam (serão) corrigidos no futuro.

Além disso, outro ponto extremamente complicado foi saber o que escrever. Sentei para escrever, toda pronta para as palavras do dia e ficava minutos, às vezes, a sessão inteira só pensando nas cenas que colocaria no papel. Porque não é só criar uma cena, a cena criada precisa se conectar à seguinte e ao mesmo tempo, fazer o plot ir para frente ou dar o vislumbre da construção de personagem.

Adorei participar, o melhor foi saber de nossas capacidades e que temos calibre sim para escrever uma história e ter uma rotina de escrita. Isso foi o mais importante.

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