Para a Justiça, homossexualidade é doença

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“A Justiça Federal do Distrito Federal permitiu, em caráter liminar, que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer nenhum tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Esse tipo de tratamento é proibido por meio de uma resolução editada pelo CFP em 1999, já que desde 1990 a homossexualidade deixou de ser considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O CFP vai recorrer às instâncias superiores.” Via: https://goo.gl/h9GnfB

Você não leu errado: A Justiça Federal agora permite tratar a homossexualidade como doença. A homossexualidade, bissexualidade, pansexualidade, são orientações humanas naturais, comportamentos também partilhados pela maioria das espécies. E se para a ciência já não há mais discussões quanto à naturalidade desses comportamentos, o tal moralismo crescente dos últimos anos, ignora a Ciência e prega em nome de uma moral fundamentada em opiniões e pensamentos de origem religiosa, mesmo que estejamos, supostamente, em um estado laico.
E mesmo assim, a Justiça Federal sabe que já não pode mais utilizar o caráter moral para pregar leis antiéticas, então, é comum eles rodearem suas verdadeiras motivações. A homossexualidade é provavelmente congênita ou genética, ou seja, não há como “curar” ou reorientar a sexualidade de alguém. Não que isso importe, pois ultimamente nenhuma instância do governo realmente leva o que ciência diz em conta. Agora psicólogos e psiquiatras poderão promover aos seus pacientes a “reorientação” sexual e estudos a respeito disso. Qualquer um pode fazer os estudos que quiser, há até mesmo estudos sobre Terra Plana hoje em dia, mas promover o mito da reorientação é simplesmente cruel, não somente por ser impossível, mas por destruir vidas inteiras.
Há pessoas que genuinamente querer se reorientar, pois acham que seus comportamentos românticos e/ou sexuais são errado, que elas vão para o inferno, pessoas sem entendimento ou que simplesmente não conseguem resistir à opressão. E mesmo quando vão a clínicas em países que os permitem, de duas, uma: pessoas bissexuais se forçam a somente práticas “heterossexuais”; ou, homossexuais desistem de ter qualquer tipo de relação romântica e/ou sexual com alguém (em alguns casos, até formam casamentos de fachada, porém a atração não muda). Essas “curas” e “reorientações” em países em que são permitidos, já renderam torturas, abusos, estupros e em pacientes “curados”, depressão e em alguns casos, suicídio.  
Homossexuais podem formar relações de fachada, casar-se com o sexo oposto, mas a atração não muda. É impossível. E não há motivos para tentar fazer isso a não ser por razões mesquinhas retiradas de livros religiosos que a justiça federal nem deveria levar em conta. Mas, quem queremos enganar? A ciência não importa, nem o amor humano.


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