Spider-man: into the Spider-Verse - um filme sobre a individualidade

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The Verge & Barnes&Noble - editada
"Spider-man: into the Spider-Verse" ou em português "Homen-aranha no Aranhaverso" é uma adaptação da Marvel que será lançada no Brasil no dia 10 de janeiro de 2019. Mas aqui nos EUA o filme estreiou no dia 14 e como eu já assisti, vim falar sobre ele com vocês.



O personagem principal dessa história é Miles Morales. A história de como ele se tornou o homem-aranha é a mesma de Peter Parker: ele foi picado por uma aranha e após isso começou a desenvolver poderes estranhos. Ele não descobre logo de início que conseguiu poderes aranha e também não sabe ao certo como controlá-los. Wilson Fisk - o antagonista principal do filme - está tentando usar um acelerador de partículas por motivos que não falarei aqui e isso cria um incidente no qual o Peter Parker morre pouco depois de conhecer Miles. Assim, o homem-aranha confia uma missão ao Miles e enquanto tenta entender tudo que está acontecendo, Miles acaba encontrado "homens-aranha" de outros universos. Deixei o trailer ali em cima para vocês, então vocês já sabem que temos Miles, Peter Parker de outro universo, Aranha-Gwen, Spider-Man noir, Peni Parker e Peter Porker. 

Miles é um adolescente que quer para si coisas diferentes das que seus pais idealizaram para ele. Filho de um policial, vê o tio como um herói, pois o tio o compreende mais do que o pai. Ele gosta de 
 música e grafite, mas o pai o faz ir para uma escola diferente da que queria. 

Apesar da história mostrar vários "homens-aranha", cada um diferente do outro, com histórias diferentes, é no drama de Miles que somos mais inseridos. Ele quer se encontrar. Ele quer construir a sua identidade. Mas à sombra do Homem-aranha - de todos eles - é difícil de se construir. Especialmente porque ele não tem tempo hábil para aprender a usar as suas habilidades, pois cada "homem-aranha" precisa voltar para seu universo e não há tempo para treiná-lo.

Uma coisa interessante é que Miles é um Homem-aranha negro. Isso conversa com a vibe de representatividade que a Marvel vem trabalhando em seus últimos filmes e eu particularmente achei maravilhoso. Esse filme traz um pouco do universo do menino do Brooklyn, que quer encontrar seu lugar no mundo. 

Tivemos a tradicional aparição de Stan Lee e uma singela homenagem a ele nas cenas pós-crédito - então, como é de praxe nos filmes da Marvel, fique um pouquinho mais no cinema para ver isso. 

Outra coisa que achei muito legal no filme foi o recurso de animação que usaram - parecia que você estava lendo um comic que tinha criado vida. Até mesmo alguns balões de fala foram inseridos na história em alguns momentos - como se Miles estivesse vivendo momentos que estavam escritos em uma HQ previamente. Foi minha primeira experiência com algo do tipo, então se você também nunca viu algo assim, se prepare. Achei muito legal e diferente. 

Achei o filme muito emocionante, apesar de sentir que as coisas estavam acontecendo rápido demais. Eu não acompanho comics em geral, então não sei se a história do Miles está em algum comic e se sim, se o filme foi fiel ao que acontece nos quadrinhos. Mas sei que a história trouxe por trás de todos os acontecimentos a ideia de que nós somos melhores quando somos nós mesmos.

Então a ideia geral que quero passar é que sim, vai valer muito a pena ir aos cinemas no dia 10 de janeiro e assistir esse filme. Prepare-se para muitas emoções. 

Tem algum filme que vocês gostariam que eu assistisse e escrevesse sobre para vocês? Deixe aqui nos comentários!

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