Por que Ichi Rittoru No Namida é o dorama mais triste que existe

by - 15:22

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Quando o assunto é dorama, geralmente pensamos nos dramas coreanos, que costumam ser muito bons, aliás. Mas esse drama é japonês e é o melhor que já vi!

Ichi Rittoru No Namida conta a história de Aya Ikeuchi (Erika Sawajiri), uma adolescente de 15 anos que descobre ter uma doença degenerativa e, por sugestão de seu médico, decide manter um diário - e continua essa tarefa até não ser mais capaz de segurar uma caneta. A doença da Aya vai, aos poucos, tirando seus movimentos e reflexos. O prognóstico que recebe é de que gradativamente perderá a capacidade de andar, falar, se mover ou até mesmo engolir. 

A primeira vez em que ouvi falar sobre esse dorama foi em uma edição da revista New Tokyo. Só de ler o artigo, eu soube que queria ver esse dorama - o que só aconteceu alguns anos depois.

Tudo começa com uma queda da Aya. O que chama a atenção de todos é ela não ter tido reflexo de amortecer a queda com as mãos, batendo diretamente o queixo no chão. As investigações médicas chegam ao diagnóstico de degeneração espinocerebelar. A mãe da Aya acha melhor poupar a filha e decide não contar o que o médico disse, mas Aya investiga na internet e acaba descobrindo qual é a doença que tem.

>>>>>ALERTA DE SPOILER<<<<<

Por que esse dorama é tão triste? 

Além do dorama, eu vi o Live Action e li o mangá, mas o dorama ganha disparado no quesito fazer chorar. A ideia central da história já é triste: uma adolescente enfrentando uma doença incurável. Fora isso, Ichi Rittoru No Namida é baseada na história de Aya Kito, ou seja, é um dorama baseado em fatos reais e no final de cada capítulo do dorama você vê fotos da Aya verdadeira. Há no dorama um exagero que gera mais sofrimento nos telespectadores. A Aya, por exemplo, se apaixona por um senpai que a rejeita por causa da doença e depois se apaixona por um colega de turma que aparentemente é apaixonado por ela, mas eles não ficam juntos. Não entrarei nos méritos da discussão, mas a solidão parece ferir intimamente o ser humano. Outro fator que torna o dorama muito triste são as frases de efeito como "Por que essa doença me escolheu?" ou quando, após dizer para seus colegas de sala que está doente e que não vai melhorar, Aya dizer que "Para vir aqui e dizer isso com um sorriso no rosto eu tive que chorar 1 litro de lágrimas".


Imagem 1: https://goo.gl/B2tznh
Imagem 2: https://goo.gl/TR7nPu

Desde o princípio eu já sabia que a Aya iria morrer. Tinha lido na New Tokyo, e apesar de eu ter o talento de deletar spoilers da minha cabeça, me lembrei desse. Quando você acompanha a história da Aya, dá uma sensação de que tudo foi em vão, porque ela se esforça muito para lutar contra a doença e mesmo quando as coisas pioram, ela só continua tentando. A doença em si já é cruel, mas o caso da Aya evolui absurdamente rápido. Após o diagnóstico, ela vive mais 10 anos. 

A Aya encontrou na escrita uma forma de lutar. Ela escreveu sobre sua vida e sobre sua doença, e foi esse texto a base para as adaptações. Existiu uma Aya de 15 anos, assustada, cheia de sonhos, que teve tudo isso roubado por uma doença, que passou por todo o sofrimento descrito em seu diário e morreu deixando um legado de determinação e coragem.

Como sou uma manteiga derretida, indico muitíssimo esse dorama. Lições de vida e de determinação te esperam em Ichi Rittoru No Namida.


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