Por que estou sempre relendo "A mágica da arrumação"?

By Thaw - janeiro 12, 2022

Arrume hoje

A primeira vez que eu falei desse livro no blog foi em 2017. Voltei a citar ele na lista de livros que mudaram minha vida. E quando eu e a Alana resolvemos indicar leituras para 2021, o primeiro livro indicado foi ele, como você pode ver aqui:

 
Primeiramente, eu tenho plena consciência de que quando li "A magica da arrumação" pela primeira vez, fiz um destralhe totalmente pela metade. O primeiro item a ser destralhado no método KonMari é "roupa". E se tem uma pessoa nesse mundo pouco apegada a roupa, essa pessoa sou eu. Destralhar roupas foi uma tarefa simples, fácil e libertadora. E então chegamos no item dois: livros.

Bati os olhos na minha prateleira de livros e afirmei, sem sequer tirar um livro dali "Quero todos". Como uma apaixonada por livros, sempre quis o clichê de ter tantos livros que pareceria que eu estava em uma bilbioteca. E não seria tirando livros que eu conseguiria isso. E quando o método KonMari sugere que as páginas favoritas sejam arrancadas dos livros, quase tive um infarto. Assim, a organização parou por aí, porque eu não estava realmente seguindo o método e apesar de sentir que ele tinha mudado minha vida, não notei, até então, que ele poderia ser mais do que eu achava que era.

Reli o livro. 

Comecei a notar detalhes que em uma primeira leitura podem passar despercebidos. Ela sugere uma ordem para organizar: roupas, livros, papelada, itens variados (komono) e itens de apego sentimental. Só que de cara, não notei que os livros eram, para mim, itens de apego sentimental, e ao tentar destralhar livros logo no segundo item, travei. Eu poderia doar minha peça de roupa favorita, tirar a bolsa mais cara do meu armário e não ficaria triste com isso 一 mesmo que depois percebesse que eu realmente precisava de uma bolsa ou de outro item que tirei. Mas tirar um livro significava tirar um pedacinho do meu sonho de ter uma biblioteca. 

2021 foi o primeiro ano que eu realmente tive coragem de destralhar livros. A realidade é que não, eu não gostava de todos os livros que estavam na minha estante. Alguns livros eu precisava ter por causa da minha profissão, mas outros, os de leitura por prazer, poderiam ser selecionados. Assim, tirei muitos livros, doei alguns, troquei outros no sebo e livraria "A degustadora de histórias". Continuo comprando livros, mas quando leio, sei se quero aquele livro na minha vida ou não. Também tenho aderido mais a leitura em kindle. 

Mas enfim, a base do método KonMari é o destralhe. E apesar de não me ver como uma pessoa acumuladora, eu talvez o seja, devido a essa dificuldade de destralhar. Fato é que os grandes ícones desse apego foram os livros, mas existem outros itens que precisam passar pelo mesmo crivo. E eu sigo, portanto, lendo, relendo, grifando e marcando o livro "A mágica da arrumação", tentando absorver seus ensinamentos e colocá-los em prática sempre me lembrando que o objetivo final é sempre um: ser feliz.

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