4 livros que mudaram a minha vida

By Thaw - fevereiro 28, 2021


Se você é leitor, certamente já se deparou com um ou mais livros que após a leitura fez você repensar sua vida, comportamentos ou hábitos, ou apenas repensar. Os livros influenciam a nossa forma de ver o mundo e nós lemos livros com os olhos das nossas vivências pessoais. O fato é que algumas leituras vão além do entretenimento ou estudos e marcam profundamente a nossa existência e no post de hoje vou listar 4 livros que significaram exatamente isso na minha vida. As descrições dos livros podem conter spoilers. Considere-se avisada.


Essa história é tão pequena em relação a tantas outras, mas tão gigantesca em significados! Na história, o jovem Gregor Samsa dedica sua vida a trabalhar para sustentar sua família e um dia ele acorda metamorfoseado em um inseto gigante. O Samsa nega a si próprio em prol da família e a metamorfose o desumanisa aos olhos de seus entes queridos. As preocupações da família giram em torno da perda de sua única fonte de renda: o trabalho de Gregor. No fim da história, a morte de Gregor não causa grande comoção, pois a família o vê como um incômodo apenas. 

Em muitas situações da vida lidamos com pessoas que nos consideram algo útil, ou seja, algo a ser utilizado. Enquanto as pessoas podem receber algum benefício da sua existência, ela é agradável. Entretanto, talvez você esteja se dedicando a essas pessoas como se elas fossem importantes ou como se você fosse importantes para elas, quando não o é. Um grande exemplo disso é o trabalho: muitas vezes as pessoas trabalham loucamente para um empregador que não valoriza aquele serviço e que vai substitui-las facilmente por outra pessoa sem pestanejar, se ele quiser. 

Seja como for, esse livro me fez repensar as relações humanas e como elas se dão. 


Quando um professor indicou a leitura desse livro, estava disposta a não gostar dele, uma vez que se tratava de teatro e é o gênero que eu menos gosto de ler. Porém, olha ele aqui na lista de livros que mudaram a minha vida! Nessa história, três pessoas vão para o inferno, que não é nada parecido com a concepção que temos dele. Trata-se de um quarto, no qual os três são obrigados a conviver. Durante essa convivência, os lados obscuros de cada um são revelados, o que culmina na frase consagrada do livro: o inferno são os outros. 

O que esse livro me trouxe foi a consolidação da ideia de que o "eu" é construído no contraste com o "outro" e que o poder que damos ao outro sobre nós determina o papel deste em nossa vida. Em alguns momentos, deixamos que algumas pessoas se tornem nosso "inferno". Não tem como fugir do convívio e da sociedade, e as relações humanas é a engrenagem que faz a sociedade funcionar, então por que não fazer isso da forma mais leve possível?


Esse é um livro que li bem recentemente e conversa com a ideia trazida pelo livro "Entre quatro paredes". A história é toda um diálogo entre um filósofo e um jovem, que questiona o primeiro sobre questões da vida e a primeira afirmação do filósofo incomoda muito o jovem: "[...] as pessoas podem mudar, o mundo é simples e todos podem ser felizes." (p. 6). Não saberia afirmar se esse livro se encaixa na categoria de autoajuda, pois é uma obra que se usa de uma conversa ficcional para trazer fundamentos não muito difundidos da psicologia adleriana, e esses fundamentos podem ajudar as pessoas a mudar a sua forma de se relacionar com a vida e com o mundo. Estou devendo uma resenha dele aqui no blog.

Existem muitíssimos ensinamentos que podem ser tirados desse livro, porém vou trazer apenas um: a ideia da divisão das tarefas. Há coisas que apenas eu posso fazer e coisas que outras pessoas podem fazer. A partir do momento em que eu passar a me preocupar ou sofrer por uma tarefa que pertence ao outro, eu vou me sentir mal, ansiosa, desconfortável... porque o controle que eu tenho sobre essas tarefas é zero. E quando digo eu, quero dizer o indivíduo em si. 


Esse livro já recebeu resenha aqui no blog e é um livro que gosto muito de revistar, seja para dar uma lida por cima, seja para reler ele na íntegra. Geralmente, nós temos coisas demais. Coisas demandam tempo. Você prefere passar 30 minutos no seu dia organizando coisas que você não precisa ou conversando com uma pessoa querida? Fora isso, um ambiente bagunçado dá uma sensação de perturbação, e quando as coisas estão organizadas, a sensação é de que a "energia" flui naturalmente no ambiente. Entretanto, como organizar?

Começo dizendo que há uma grande diferença entre limpar e organizar, e que muitos de nós não foram ensinados a organizar as coisas. Lembrando: dizer "vá arrumar seu quarto!" não é igual a ensinar como organizar. E no livro, a autora apresenta passo a passo uma metodologia de destralhamento e organização que facilita muito organizar e manter a organização. Se você seguir essa metodologia, a casa pode até parecer que está totalmente desorganizada, mas como você sabe exatamente onde cada coisa deveria estar, é muito fácil recolocar as coisas em seu lugar e ter novamente um ambiente organizado.

O resumo dessa lista: conhecer a si mesmo é o maior desafio da humanidade. Não podemos mudar o mundo ao nosso redor, mas podemos mudar a forma como nos relacionamos com ele. Afastar o que machuca, aproximar o que faz bem e aprender a lidar com as coisas que não pode mudar são habilidades que deixarão a sua vida muito mais leve e essas quatro leituras podem te ajudar muito nessa empreitada.

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