A 13º Doutora está entre nós! | Primeiras Impressões de The Woman Who Fell to Earth

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Diante de tempos tão sombrios, Doctor foi a única coisa minimamente esperançosa nesses tempos de crise. É o meu refúgio para tudo; quando estou triste, quando estou feliz, quando estou mal, sofrendo, depressiva; não é atoa o porquê de tantos fãs tratarem não como uma série, mas como um verdadeiro estilo de vida, que nos acompanhá para sempre. Até por isso mesmo quando episódios são ruins, o fato de ser Doctor Who já levanta meu ânimo, o simples fato de ouvir a música de abertura já compensa tudo. Por que tanta negatividade, numa nota sobre The Woman Who Fell to Earth? é rum.

Não, claro que não. Se eu fosse descrever o episódio em poucas palavras, diria ser um filller da era Russell. O fato de não parecer um episódio que contribui para alguma trama da temporada bate de frente por também ser um episódio pós-regeneração, não uma regeneração comum, mas uma transregeneração, pois o Doutora agora é uma Doutora. Assistindo tive a impressão de que se não fosse por isso, seria um episódio extremamente comum e até esquecível. Não houve a urgência de Christimas Invasion ou a delicadeza filosófica de Deep Breath.

Aqui um rapaz se encontra com uma anomalia extraterrestre que acaba iniciando um ser a atacar e matar humanos. Com a ajuda de sua família e de sua ex-colega que agora é uma policial, a trupe acaba encontrando a Doutora, acabou de se regenerar.

Uma das coisas que me deixava com medo do episódio era tratar do gênero/sexo da Doutora como algo espalhafatoso, chocante, como se sua característica mais evidente fosse ela ser mulher (o que é comum hoje em produções que optam por trocar o sexo dos personagens e acabamos com personagens femininas vazias). Para meu encanto, o fato de ela ser mulher é totalmente irrelevante. Como todos os outros, ela é aventureira, energética do jeito dela, mandona como sempre foi; uma combinação interessante entre a impetuosidade do décimo e as cafonices do onze, sem que chegue a ser uma palhaça. 

Sinto que depois de seasons finale e episódios especiais "épicos" (leia-se megalomania de Moffat, o antigo showrunner), Chris (o novo showrunner) pôs os pés no chão e nos deu uma clássica aventura cheia de perigo, alienígenas e correria para salvar suas vidas. Aquece nosso coração por ser Doctor Who raiz, mas sem espetacularidade narrativa. Bem, por enquanto.


Fonte da imagem: <https://goo.gl/vUi2KQ>.

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