Amor (e livros) em tempos de Guerra

by - 06:59

Adaptado de The Verge.


Longe de ser um ataque ou análise política aprofundada, nossa conversa precisa ser franca. Cultura e Literatura se abraçam profundamente com a política, e como o ato de escrever em si é político, nós leitores e escritores devemos nos posicionar. Os livros sempre foram os primeiros a serem queimados em regimes de esquerda e direita, pois eles escondem a história e a verdade, quaisquer que sejam as verdades de certo contexto. Se no clássico distópico Fahrenheit, os bombeiros não apagam incêndios, mas o criam na missão de se livrar de livros, o exagero de uma situação sugere a realidade não só de regimes autoritários, mas de posições autoritários dentro de regimes democráticos. 

Todos vimos o resultado das eleições. Sim, era esperado, mas entrega a nós uma sensação terrível de qualquer maneira. Se cada um tem suas preferências ideológicas, o extremismo não deveria ser de ninguém, nem mesmo um extremismo disfarçado de moderado. Nos solidarizamos com todos aqueles que estarão sob a mira da intolerância, violência e desrespeito; e claro, dia após dia, tentando reconectar com todos aqueles que acreditaram que este era o melhor caminho e fazê-los ter consciência da tragédia (econômica e social) que elegeram por não terem letramento político. Sabemos que a educação brasileira é péssima, então começar ensinando e não julgando, é a melhor saída. Conversar, mostrar, ser participativo politicamente.

Literatura é tudo para nós e como tantos editores, escritores e profissionais do livros, faremos o possível para garantir a liberdade de expressão e imprensa, repudiando qualquer ato de censura, o que perigosamente já está ocorrendo, visto que o banimento de livros sobre a ditadura militar já foi defendido recentemente em setembro. Como Orwell diz "se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir. "



You May Also Like

0 comentários