Cap. 22 – Sacrifício

by - 11:15


ATENÇÃO! ESSE POST É UMA CONTINUAÇÃO. SE CHEGOU AQUI POR ENGANO, TE ACONSELHO A LER OS CAPÍTULOS ANTERIORES.

– O quê? – Heather me encarou chocada.

– Eu preciso que você se mate, Heather. – Repeti, séria.

Ela me encarou e percebi que ela buscava algum fundo de brincadeira naquilo.

– Calma… – Eu disse. – … vou te mostrar o que quero dizer.

Toquei seu rosto e olhei no fundo dos olhos dela. Mostrei quando os Volturis apareceram de repente na festa dos meus pais e que eles queriam matar a Heather. Mostrei sobre os métodos deles. Mostrei sobre como foi difícil, muitos anos atrás, dissuadi-los da ideia de que eu era perigosa e que precisava ser morta. E que seria impossível fazer o mesmo por ela.

– Heather, a mamãe é de uma raça mestiça difícil de se encontrar, mas possível. Você é única. Não existem outras pessoas no mundo como você. Se nós contarmos essas coisas para o papai, ele vai querer brigar. Ele pode se machucar ou até morrer.

Depois, mostrei para ela a conversa que tive com o Aro. Mostrei para ela o quanto eu tentei convencer ele de que a Heather não iria expor o mundo dos vampiros, que ela não era perigosa, que ela era quase como uma criança normal. E que ele não se deixou convencer. Então, depois de tentar de tudo, eu pedi que ele deixasse que eu fizesse. Que eu mesma pudesse matar a Heather. Assim, ela não sofreria.

– Só assim podemos salvar o papai.

Heather ficou me encarando e eu via um bilhão de sentimentos passando por seus olhos. Então, ela começou chorar e me abraçou.

– Eu estou com medo.

– Não precisa ter medo, Heather. Eu ficarei com você até o fim. E depois eu irei até os Volturis para eles me matarem. Assim, eu e o Jacob nunca mais teremos outros filhos. Então, em breve eu vou estar com você. Você não ama o papai? Você tem que fazer isso por ele.

Ainda abraçada comigo, senti ela acenar positivamente com a cabeça, antes de olhar para mim.

– Vai doer?

– Não, é só você tomar esses comprimidos. Você vai perder a consciência e morrer. Eu vou ficar aqui com você.

Despejei todo o conteúdo do vidro na mão da Heather, e ela foi engolindo aos poucos. Sentei-me no chão e coloquei-a no meu colo.

– Canta para mim? – Ela pediu com a voz mole.

Comecei cantarolar uma canção de ninar, enquanto a sentia cada vez menos viva.

Eu ouvi quando ela puxou o ar uma última vez. Ouvi quando o tum-tum-tum de seu coração cessou. Ouvi uma voz gritando na minha cabeça. “O que você fez?”

– O que eu fiz? – Repeti.

Apertei o corpo de Heather contra meu peito. Ela ainda estava quente. Mas eu me sentia fria. Porque eu estava mais morta do que ela.

You May Also Like

0 comentários