Cap. 25 – Verossimilhança

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ATENÇÃO! ESSE POST É UMA CONTINUAÇÃO. SE CHEGOU AQUI POR ENGANO, TE ACONSELHO A LER OS CAPÍTULOS ANTERIORES.

Jacob Black

Sempre soube que chorar não mudava nada. Até porque, vamos concordar que esse mundo não é muito compreensível com homens chorando, então desde cedo eles te ensinam que chorar é coisa de menina. Mas mesmo minhas irmãs não choravam muito. Billy foi um grande pai para nós.

E agora, enquanto chorava sobre o corpo da minha filha, ficava me perguntando que tipo de pai eu fui.

Uma gota de sanidade no meio da bagunça fez com que eu voltasse para a forma humana e levasse Heather para Carliste.

Eu não tinha nem chegado na casa e todos já vinham em minha direção. A Bella pegou a Heather dos meus braços, e eu sabia que Edward tinha lido meus pensamentos e contado tudo para eles.

O silêncio predominava. E apesar disso, ele não era massacrante. Era bem razoável que ninguém tivesse nada para dizer.

– A Renesmee… – Bella começou.

Fiz que não com a cabeça. Sabia que o que a Bells queria era saber onde ela estava. Eu também queria saber. Eu ainda amo aquela idiota.

– Todos nós amamos ela. – Edward disse. – Apesar de não sabermos ao certo quais caminhos ela tomou na vida. De repente… ela apenas parece não ser alguém que conheçamos. E mesmo com todas essas coisas, ela é nossa filha.

E novamente silêncio.

Quando o corpo de Heather chegou até Carliste, ele a examinou por uma fração de segundo e sua expressão de pesar se tornou um largo sorriso.

– Carliste! Isso é verdade? – A voz de Edward também estava feliz.

– O que foi? – Perguntei. Aparentemente tinha algo bom acontecendo, e eu só gostaria de fingir que mesmo que eu não ouvisse um sinal de vida no corpo de Heather, eles me dissessem que ela estava bem.

– Ela não está, mas ela vai ficar.

Essa resposta de Edward não me esclareceu muita coisa.

– O que a Renesmee disse que deu para Heather?

– Ela não disse, só me mostrou isso. – Atirei o vidro do remédio para Carliste. – Mas eu não entendo de remédios.

– Mas não foi isso aqui que ela deu para Heather. O cheiro do remédio que exala do corpo dela é outro. É para simular morte, que para os sinais vitais temporariamente, o que quer dizer que a Heather vai acordar em breve.

– O quê?!

Eu estava feliz, mas confuso. Isso quer dizer que a Heather vai ficar bem, vai acordar, e ok? De verdade? Esse tipo de coisa acontece mesmo no mundo real? E a Nessie? Onde ela estava agora, para onde foi, por quê? Por que fez isso?

– Vamos esperar a Heather acordar. Talvez a Nessie tenha falado algo para ela.

Até mesmo eu podia sentir as incertezas na voz de Edward.

Todos nós ficamos parados, esperando pacientemente. Carliste estava certo. Aos poucos, os batimentos da Heather voltaram. Mas ela não acordou em poucas horas, como esperado. Em poucas horas ela estava sim, com batimentos e respiração normais, mas dormiu por alguns dias. O que, segundo Carlisle, era devido a alta dosagem da medicação que a Ness deu para ela. 

Depois de pensar sobre tudo percebi que Renesmee não queria ser procurada. Eu a conhecia o suficiente para saber isso só pelo “adeus” que ela me deu. Àquela altura, já não sabia mais o que pensar da Renesmee. O que ela ganhava fazendo tudo isso?

E então, de repente, pareceu óbvio demais.

Ao mesmo tempo em que eu cheguei a essa conclusão, a Heather acordou.

– Querida, o que aconteceu? A mamãe te disse alguma coisa? – Bella foi a primeira a falar.

Os olhos confusos de Heather olhavam para todos os lados sem entender qualquer coisa do que estava acontecendo.

– A mamãe disse que estaria aqui quando eu chegasse.

– Não… – Edward sibilou e passou a mão por seus cabelos e começou a andar de um lado para o outro.

– Edward. – Bella chamou.

Ele parou. Os maxilares trincados de raiva.

– Não, Heather, aqui não é o céu. Você não morreu e a mamãe não está aqui. – Então ele se dirigiu ao resto de nós. – A Renesmee foi para Volterra. Supostamente, ela propôs para Aro que mataria a Heather e se entregaria para eles para ser morta.

– Mas esse plano estúpido é cheio de falhas! Aro vai ver a mente dela e saber que ela arquitetou isso. Vai saber que é mentira. – Falei.

Quando essa idiota vai aprender a pedir ajuda? Não para uma pessoa com a qual ela não tem nenhuma ligação emocional, como o psicólogo sanguessuga que a ajudou com a depressão, e sim para aqueles que a amam, que estão ao seu lado.

Tive uma sensação estranha de que algo estava me escapando.

As coisas estavam acontecendo todas de uma vez, então organizar os pensamentos estava sendo uma tarefa impossível. Informação demais para uma pessoa só.

Ao fundo das preocupações sobre como a Heather se sentia, sobre os questionamentos de onde estaria Renesmee – se ela realmente foi até os Volturis, ou se estava fugindo novamente – o telefone dos Cullen começou a tocar.

Foi Edward quem atendeu.

– Aro.

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